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O Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia, LBA) é uma iniciativa internacional de pesquisa liderada pelo Brasil. O Programa tem por objetivo compreender o papel da Amazônia no sistema climático da terra, e o papel dos impactos dos usos da terra da região e das mudanças globais nos próprios ecossistemas amazônicos.
O Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia - INPA é o responsável pela coordenação técnico–científica, pela implementação e operacionalização do Programa LBA.
O LBA é uma iniciativa bem sucedida de pesquisa ambiental, multi e interdisciplinar na Amazônia, tendo sido estabelecida e consolidada uma rede de pesquisadores e instituições. Atualmente o LBA conta com mais de 2000 pesquisadores em mais de uma centena de instituições amazônicas e de outras regiões do Brasil, dos Estados Unidos, da Europa e de outros países sul-americanos.
Além da geração de conhecimento científico crucial para a compreensão do funcionamento integrado dos ecossistemas amazônicos e do cerrado (divulgado em artigo em revistas de grande circulação internacional e em cinco números especiais dedicados ao LBA entre 2002 e 2004), e do Sistema de Informação e Dados do LBA, o LBA-DIS (com acesso público e mantido pelo CPTEC/INPE, o LBA construiu ao longo de sua existência um valioso patrimônio humano, representado por mais 900 jovens pesquisadores treinados, entre os quais mais de 250 mestres e cerca de 200 doutores formados e em função em cursos estabelecidos no Brasil e no exterior. O LBA também tem induzido a criação de novos cursos de pós-graduação, núcleos de pesquisa e o fortalecimento dos grupos já existentes nas instituições brasileiras, especialmente na Amazônia. Esse patrimônio de informações e recursos humanos é uma importante contribuição para outros projetos prioritários para a Amazônia e como subsídio à elaboração pelo Governo e sociedade de políticas públicas de desenvolvimento regional.
O LBA foi planejado desde o início para ter uma fase inicial de 6 anos, com grande participação internacional, de pesquisadores norte-americanos financiados pela NASA e de pesquisadores europeus financiados principalmente pela União Européia. Após este período, que se encerrou no final de 2004, inclusive com o final do Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação em Ciência e Tecnologia estabelecido entre o Brasil e os EUA para o LBA, o plano original contava que instituições brasileiras dariam continuidade a muitos dos estudos do LBA e com recursos humanos e materiais prioritariamente brasileiros.
Atualmente, o LBA prepara-se para uma nova fase, que consolidará o aproveitamento máximo da infra-estrutura estabelecida e a continuidade das pesquisas em andamento, em médio e longo prazo.
Para maiores informações visitar a página do Programa LBA:
http://lba.inpa.gov.br/lba/
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