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A Rede ComCerrado, ainda em construção, realizou a 4ª Oficina de trabalho entre os 26 e 28 de novembro, em Brasília (DF). O encontro teve o objetivo de finalizar o Plano Científico, que definirá a atuação da rede nos próximos quatro anos, além de elaborar o cronograma de atividades para 2009.
O evento contou com a participação de representantes dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), Meio Ambiente (MMA), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e pesquisadores de instituições de ensino, pesquisa e de organizações não-governamentais (ONGs) com atuação no Bioma Cerrado.
Mercedes Bustamante, uma das cientistas que mais tem pesquisa no Cerrado, fez a abertura do evento e relatou o início da Rede. “No começo pensamos mais na ciência para depois corrermos atrás de recursos”, disse. A bióloga explicou a importância das redes científicas e destacou a idéia principal da Rede. “Queremos sair da região central e trabalhar o bioma todo”, declarou.
O Plano Científico prevê uma duração de quatro anos, mas a perspectiva para duração de 10 anos. “Queremos realmente que seja uma rede de colaboração, trabalhando os componentes de treinamento e capacitação”, destacou
A Rede está dividida em três grupos que buscam trabalhar integrados, são eles: Biodiversidade, Meio-fisico e Monitoramento e o componente Sócio-Economia. Durante a oficina, os grupos tiveram a preocupação constante de terminar os últimos detalhes do Plano Cientifico.
Yasmine Antonini, uma das coordenadoras do componente Biodiversidade, destacou que a prioridade é rever o Plano, discutir como poderão atuar no banco de dados a ser desenvolvido pela Rede. “Temos como objetivo avaliar a biodiversidade do cerrado, principalmente em áreas cujo conhecimento é pequeno e sujeitas a fortes pressões antrópicas. Ludmilla Aguiar, também coordenadora do mesmo componente, destacou: “Para conseguirmos cumprir com todas as metas do Plano, contamos com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), das Fundações de Apoio a Pesquisas (FAP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de outros órgãos do governo.”
O coordenador do componente Sócio-economia, Donald Sawyer, professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília (UnB) explicou o eixo principal de seu grupo. “O básico é entender o processo de ocupação e os seus impactos, o que abrange biodiversidade, água, solo e carbono”, disse. Uma das maiores preocupações está a tensão existente entre o agronegócio e a sócio-biodiversidade. “Precisamos conter o agronegócio dentro da área já desmatada e das pastagens de modo a aumentar a produção e a sustentabilidade dessa atividade.”
Preocupado com as questões ambientais, Donald destacou um dos motivos pelo qual o bioma deve ser valorizado. “Se o cerrado for devastado, vai faltar água no País inteiro, visto que é onde os principais rios nascem”, finalizou.
Assessoria de Imprensa do MCT
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